Após dublar animação da Disney, brasiliense apresenta musical no DF

voz do artista brasiliense Saulo Vasconcelos, reconhecido internacionalmente por assumir papéis de protagonismo em musicais da Broadway, se tornou ainda mais conhecida em 2017, quando foi parar nos cinemas na boca do semideus Maui da animação "Moana", da Disney.
Nos palcos, o cantor, ator e dançarino acumulou 18 anos em cartaz com cinco dos maiores musicais do mundo: O Fantasma da Ópera, Os Miseráveis, Cats, Mamma Mia e A Bela e a Fera. Foram cerca de 5 mil apresentações até agora.
Nesta terça-feira (5), Vasconcelos reúne as canções mais aclamadas pelo público e reconstrói a trajetória artística profissional no show "Por trás das máscaras", que começa às 20h no teatro dos Bancários.

O artista também se apresenta em São Paulo com o musical Forever Young, que "não é um blockbuster da Broadway, mas é o terceiro ano seguido em cartaz", explicou ao . A peça conta as histórias de "velhinhos simpáticos" que vivem em um asilo e, quando estão longe dos olhares dos enfermeiros, curtem heavy metal.

Dublagem em Moana

A dublagem do personagem Maui, no filme "Moana", foi a primeira vez que Saulo Vasconcelos assumiu a voz – e somente a voz – de um protagonista. "Foram muitas horas de gravação. Só a música principal [que tem cerca de 3 minutos], levou quase cinco horas no estúdio."

Apesar da diferença entre a dublagem e a apresentação de um musical, a linguagem corporal e a entonação são determinantes nas duas situações, segundo o artista. Mesmo que caretas e gestos não sejam captados pelo microfone, é isso que dá vida ao desenho.
Vasconcelos contou que algumas cenas foram dubladas simultanemanete com a reprodução das imagens do filme. Ele diz que observava as imagens e tentava acompanhar a boca e a movimentação do personagem enquanto gravava. Em outros casos, ele só tinha o 'storyboard', um desenho estático, que representa o humor do personagem naquele momento.

"Tem uma cena que o Maui enfrenta um monstro de lava e ele pula muito alto com a arma dele e dá um berro gigantesco", contou. "Quando fui gravar, fiz um grito bem baixinho 'fake'. Aí o diretor disse que tinha que fazer de verdade e eu gritei tanto que fiquei completamente rouco."
"Todos os 'uh', 'ah', eu estou me esguelando pra fazer aquela voz."

Começou internacional

Saulo Vasconcelos não esperou longos anos de experiência nos palcos brasileiros para alcançar projeção internacional. O primeiro trabalho com musical foi no México, em 1999, como protagonista da peça que é considerada a mais antiga ainda em cartaz, O Fantasma da Ópera.
Na época, o brasiliense tinha 25 anos e dava aulas particulares de matemática e física para pagar cursos de ópera e interpretação em São Paulo. Jovem e inexperiente, Vasconcelos disse ao  que o convite para fazer o personagem principal de um dos musicais mais reconhecidos no mundo "pareceu enrolação".

Naquele ano, Vasconcelos fazia audição para outra peça, chamada Rent, quando foi abordado pelo diretor musical que ele desconhecia. "Cantei pro cara sem saber que ele era responsável pelo Fantasma da Ópera na Cidade do México."
"Eu perguntei em que personagem ele me via e ele respondeu que no fantasma. Aí eu passei meu número sem acreditar, achando que ele tinha dito isso pra tirar onda, porque as pessoas falam demais que vão te transformam em uma estrela nesse meio."
"Quando veio a ligação dizendo que tinha sido selecionado, aí eu acreditei e fiquei tenso. Não consegui ficar nem alegre."


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