STJ permite que ex-tesoureira da Cruz Vermelha cumpra prisão domiciliar

Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para que a ex-tesoureira da Cruz Vermelha de Petrópolis (RJ) Tatty Anna Kroker cumpra prisão domiciliar. Suspeita de desviar verbas públicas, ela estava detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia) desde julho, quando teve um pedido similar revogado.
 não conseguiu contato com a defesa de Tatty Anna nesta terça-feira (13). A decisão que libera a prisão domiciliar neste caso é assinada pelo ministro Nefi Cordeiro, e baseada no fato de que a mulher tem um filho de 10 anos. O pai da criança também foi preso na mesma operação.
A ex-tesoureira faz parte do grupo de 13 pessoas acusado de lucrar e "sumir" com o dinheiro do contrato pago à organização social para administrar duas UPAs do DF, sem ter prestado nenhum serviço. Todos são réus na Justiça. Os crimes apontados pelo Ministério Público são: irregularidade em dispensa de licitação, falsificação de documento, peculato e lavagem de dinheiro (

Prende e solta

Tatty Anna Kroker foi presa pela primeira vez em 22 de junho, na primeira fase da operação Genebra, junto com outros dois ex-dirigentes da Cruz Vermelha. No fim de junho, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF concedeu o primeiro habeas corpus, também baseado na necessidade de monitoramento do filho da ex-tesoureira.
Duas semanas depois, a prisão domiciliar foi revogada pela Justiça do DF. Investigação do Ministério Público de Minas Gerais apontou que, ao contrário do afirmado pela defesa, a criança não estava apenas sob o cuidado da sogra de Tatty Anna, que tem saúde debilitada. Dois tios adultos também moravam na mesma casa, diz o documento enviado a Brasília.
Com isso, Tatty Anna deixou Petrópolis, onde mora a família, e retornou para a Colmeia, no Gama (DF). A partir da nova decisão publicada pelo STJ, a ex-tesoureira deve retornar à cidade fluminense.
"Ressalte-se que, ao contrário do asseverado pelo acórdão objurgado, não é privando uma criança que por presunção legal depende de sua mãe é que se tornará efetiva a busca da Justiça", diz a decisão mais recente.

Entenda

O objetivo da operação Genebra é identificar e punir os responsáveis pelo desvio dos R$ 3,46 milhões repassados à Cruz Vermelha de Petrópolis, quando a organização foi contratada em 2010 para administrar as UPAs do Recanto das Emas e de São Sebastião.
O acordo foi suspenso dois meses depois, e a organização social (OS) não prestou de fato nenhum serviço, afirma o MP. Corrigidos, os valores ultrapassam R$ 9,7 milhões.
O nome "Genebra" da operação remete à cidade onde fica a sede da Cruz Vermelha, na Suíça. Apesar disso, a Cruz Vermelha de Petrópolis não tem ligação com o órgão internacional.


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