Polícia investiga dono de buffet por calote a noivos e funcionários no DF

Polícia Civil do Distrito Federal investiga o dono de um buffet da Vila Planalto por dar calote em clientes e não pagar funcionários. Dois boletins de ocorrência foram registrados em outubro, mas a suspeita é de que existam outros casos. O tentou contato com o proprietário do Mr Parrila Grill Buffet, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
A dentista Cláudia Bezerra Dantas está entre as que denunciaram o caso. Ela diz que teve o casamento prejudicado porque o buffet não ofereceu comida e bebida suficientes para os convidados. Além disso, a qualidade dos alimentos estava inferior em comparação ao que a noiva experimentou meses antes da festa.
A noiva conta que durante a festa foi preciso sair para comprar bebidas e que alguns convidados não conseguiram jantar. Cláudia disse que vai ter que desembolsar R$ 14 mil – considerando o contato e os gastos extras.
“A comida acabou muito rápido, muita gente teve que sair do casamento para comer em outro lugar, porque estava com fome”, disse.
No dia seguinte à festa, a noiva disse que o dono do buffet ligou para ela alegando que iria arcar com o prejuízo e prometeu devolver R$ 4 mil. Mas, desde então, afirma, não consegue mais entrar em contato com o empresário. Cláudia registrou boletim de ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia, em Planaltina.

“Ele não está no endereço onde mora nem no lugar onde trabalhava. A notícia, segundo vizinhos, é que ele teria fugido um dia à noite, na semana seguinte do meu casamento, levando algumas coisas dele. Parece, inclusive, que a irmã dele esteve lá com algumas malas. Ninguém sabe onde ele está agora”, afirmou Cláudia.
A doceira e amiga da noiva Ângela Pinheiro conta também ter sido prejudicada. Ela foi convidada pelo dono do buffet para ajudar com o casamento de Cláudia e outro evento, mas não recebeu pelo trabalho.
“Ao todo, fiz 1.600 doces, e ele não me pagou por absolutamente nada. Após o casamento, ele entrou em contato comigo e disse que viria até onde eu moro para acertar o valor, mas não foi isso que aconteceu”, disse Ângela.
Foi então que a doceira resolveu fazer uma postagem em uma rede social contando o caso. Depois da publicação, ela descobriu que o empresário teria feito outras vítimas no DF. “Várias pessoas entraram em contato comigo dizendo que ele fazia cheque sem fundo e falso depósito, por exemplo.”



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