Motoristas do Uber protestam na Esplanada contra projeto que regulamenta apps de transporte individual pago

Motoristas do Uber protestaram na manhã desta terça-feira (24) em Brasília contra o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte individual pago. Usando camisetas e balões brancos, os profissionais se reuniram em frente ao Museu Nacional. A análise do texto pelo plenário do Senado não consta na "ordem do dia". Não houve impacto no trânsito na região.
De acordo com o projeto (PL nº 28), aprovado em abril pela Câmara dos Deputados, o serviço de transporte por meio de aplicativos deverá respeitar uma série de exigências. Entre elas estão vistorias periódicas nos veículos de transporte privado, idade mínima para os condutores e “ficha limpa” dos motoristas. Além disso, os carros deverão ter placa vermelhas e rodar com base em licença específica.
Atualmente, de acordo com o Uber, há aproximadamente 100 mil motoristas cadastrados no aplicativo em todo o país. Em Brasília, aplicativos como Cabify e 99 também estão ativos.
Motoristas da empresa afirmam que a proposta vai "inviabilizar o trabalho". Se o projeto for aprovado, também estão previstos pagamentos impostos por parte da empresa, semelhantes aos que são cobrados dos taxistas.

O diretor de comunicação do Uber, Fábio Sabba, diz que não é contra a regulamentação do aplicativo, mas sim "como o projeto é conduzido pelos parlamentares". "A PLC 28 não é uma regulação, é uma proibição disfarçada. Nós acreditamos que é necessário um debate mais amplo sobre este assunto, em vez de votar a urgência e seguir atropelando o processo.”

Paralelamente, taxistas reunidos em frente ao Congresso Nacional pediam a aprovação do projeto. O grupo já estava nas proximidades da Alameda dos Estados desde a semana passada.
Ao , o presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares (Sinpetaxi-DF) Sued Silvio, afirmou que a categoria "não é contra o uso do aplicativo", mas pede a "regulamentação".
"Estamos sendo atingidos pela crise, e aí a mão de obra informal aumenta [diante desse contexto]. Várias pessoas pegam carros particulares sem cadastro, sem estar sujeitas à fiscalização, e passam a exercer a profissão do taxista.”
O presidente da entidade disse ainda que a não regulamentação dos aplicativos "não é segura para usuários". "A sociedade sozinha não consegue fiscalizar. A pessoa não consegue ver embaixo do carro se está com vazamento, se o pneu e óleo estão em boas condições", afirmou.
De acordo com a Polícia Militar, o protesto em Brasília contou com 600 taxistas e 400 motoristas do aplicativo Uber. O ato foi pacífico. Os organizadores do ato pró-projeto estimam haver 800 taxistas; os do protesto contra a proposta avaliam haver 500 motoristas do Uber



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