Manejo do Santa Maria até áreas do Descoberto traz economia de 8% na água, diz Caesb

As obras que permitem levar água da bacia de Santa Maria à região Oeste do Distrito Federal, até então abastecidas pelo Descoberto, permitem uma economia de 8% na demanda deste último reservatório. O dado foi repassado ao G1 pelo presidente da Caesb, Maurício Luduvice, em entrevista nesta quinta-feira (19).
Na quarta, a companhia concluiu as obras de interligação que conectam a bacia de Santa Maria até Candangolândia e Núcleo Bandeirante. O manejo começou em agosto, quando a Caesb passou a fazer transferência de água para o Guará, Lúcio Costa e a Colônia Agrícola Águas Claras.
Uma vez que as regiões começam a receber água de Santa Maria, são “fechados” os tubos que vêm do Descoberto. Com isso, é possível poupar aproximadamente 290 litros por segundo da vazão deste reservatório, que fechou a quinta com volume em 11% da capacidade.
“Antes essas áreas eram abastecidas pelo Descoberto. Agora são pelo Santa Maria, que por sua vez está tendo reforço do Lago Paranoá.”
As obras de interligação são realizadas usando o valor obtido com a cobrança da tarifa de contingência. A taxa extra permitiu à companhia arrecadar R$ 62 milhões. Ela ficou em vigor entre outubro de 2016 e junho deste ano.

Quase lá

O presidente da Caesb também disse que a estação de tratamento emergencial do Lago Paranoá está mais perto de funcionar a pleno vapor.
Em 9 de outubro, o  mostrou que ela captava 300 litros por segundo. A meta é ao final captar 700 litros por segundo. Atualmente, ela está operando em um nível intermediário, de 450 litros de água por segundo.
“A gente está fazendo os últimos ajustes, seguindo o protocolo”, afirmou. “Com uma estação deste tamanho, não se pode começar já em plena carga. A gente se preocupa com a qualidade da água e a confiabilidade do sistema, garantido que possa trabalhar 24 horas por dia e ainda distribuir.”


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