Governo do DF anuncia nomeação de 1.183 servidores até maio de 2018

O  governo do Distrito Federal anunciou nesta terça-feira (17) que vai nomear 1.183 servidores até maio de 2018. A principal beneficiada vai ser a Secretaria de Saúde, que vai ganhar 836 servidores. Juntas, as nomeações terão impacto total de R$ 23,1 milhões até o fim do ano e R$ 144 milhões no orçamento de 2018.
Fora a Secretaria de Saúde, também haverá contratação para o Hemocentro (79), a Secretaria de Cultura (41), o Procon (39) e o Metrô (188). As vagas beneficiam concursos realizados para estes órgãos, mas que tinham sido congelados por conta da restrição da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O governador Rodrigo Rollemberg considerou as nomeações como "boa notícia para a população de Brasília". "Com as contratações na saúde, estaremos contratando todos os médicos de família. Com isso, estamos garantindo até junho a ampliação da cobertura da atenção primária, que era de 29% quando assumimos o governo para 70% em junho do ano que vem."
De acordo com o GDF, a maior parte das nomeações tem efeito imediato. Só as vagas para o Metrô é que serão preenchidas de forma escalonada: um terço já em em outurbo, e o restante em fevereiro e em maio de 2018.
Rollemberg informou ainda que até o final do mandato do governo, no próximo ano, outras pessoas serão contempladas pelas vagas de concursos.

Saúde

O concurso que vai nomear os profissionais da Secretaria de Saúde foi realizado em 2014. O secretário, Humberto Costa, justificou que, como o mercado da medicina no DF é "aquecido", é difícil de contratar esses profissionais.
"A demanda para a saúde pública é muito grande e, normalmente depois de três anos e meio do concurso feito, os médicos já se ajeitaram, já estão trabalhando em hospitais, clínicas e etc. Quanto mais antigo o concurso, menor o índice de sucesso nas posses com nomeações", afirmou.

O GDF vai autorizar ainda a duplicação da jornada de trabalho de 561 servidores da área de saúde, aumento a carga horária de 20 para 40 horas semanais. No entendimento do governo, isso é comparável a "dobrar" o número de servidores.
De acordo com o secretário, a ampliação da jornada é vantajosa para esses profissionais. "Os servidores não só querem [a duplicação da carga horária], como fazem campanhas, desesperados, o tempo inteiro para coseguir. Mas depende também das categorias".

LRF

No início do mês, o governo anunciou que deixou pela primeira vez nos dois anos e dezmeses de gestão do governador Rodrigo Rollemberg que deixou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com isso, o GDF voltou a ficar autorizado a fazer novas nomeações.

Dentro do limite da LRF, o governo só poderia fazer novas contratações, excepcionalmente, na áreas de saúde, educação e segurança, em caso de servidor aposentado ou que tenha morrido.
As nomeações desta terça já tinham sido adiantadas pela secretária de Planejamento, Leany Lemos. Na ocasião, ela disse que o governo tinha R$ 150 milhões até o final de 2018 para novas contratações. “Isso não significa que vamos sair nomeando todo mundo.”

“Vamos com cautela e austeridade para que não retornemos a um valor acima do prudencial.”


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