GDF retira moradores de rua que ocupavam orla do Lago Paranoá

Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) retirou nesta sexta-feira (13) os moradores de rua que estavam ocupando parte da orla do Lago Paranoá, na quadra QL 8 do Lago Sul. De acordo com a Agefis, houve ocupação por esses moradores apenas na QL 8. Mas, na última quarta-feira (11), a TV Globo foi até o local e encontrou problemas em outros pontos da orla.
A reportagem mostrou que os moradores de rua estavam “à vontade”. Era possível ver barracos de madeira e de lona, varais improvisados e lixo espalhado pelo chão das quadras QL 8 e QL 10 e também na “Prainha dos Orixás”, todos no Lago Sul.
Procurada pelo , a Agefis não deu mais detalhes sobre a retirada do grupo do local. Em nota, a Administração Regional do Lago Sul afirmou que havia notificado recentemente a Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos solicitando providências nas áreas da QL 8 e da QL 10.
“É de costume a administração visitar as áreas públicas do Lago Sul, averiguando situações irregulares para notificar os órgãos competentes na fiscalização. Contamos com o apoio da comunidade, que pode denunciar invasões pela Ouvidoria (162), ou procurar a Administração Regional. A administração trabalha no intuito de prevenir loteamentos irregulares”, diz o texto da nota.

Projeto 'Orla Livre'

A orla do Lago Paranoá deve ser desobstruída até dezembro deste ano, informou a Agefis. Já foram desocupados 358 áreas desde que o GDF começou a ação, em agosto de 2015, o que corresponde a 80% do total.
Um acordo feito entre a Agefis e o Ministério Público do Distrito Federal determina que a orla seja totalmente desobstruída em dois anos a partir da data de início.
A Agefis admitiu que a desobstrução era para ser concluída antes mesmo de dezembro. Mas explicou que, como a própria Justiça paralisou a ação por quatro meses, o tempo foi descontado dos dois anos, adiando o prazo de agosto para dezembro.

Em entrevista ao , o secretário-adjunto da Casa Civil, Fábio Pereira, explicou que a desocupação e recuperação está sendo feita por “etapas”.
“A trilha que liga o Parque Península Sul e Parque Asa Delta, na QL 12, já está concluída. Posteriormente, ela [a trilha] vai conectar o Parque Asa Delta ao Deck Sul, passando da QL 12 até a QL 8 do Lago Sul”, afirmou.
Como parte do projeto “Orla Livre”, o governo promete construir decks de madeiras sobre o lago nos pontos onde não há passagem terrestre para a construção da trilha pavimentada, iluminar os percursos e instalar banheiros públicos. Ainda segundo o GDF, desde 2015 mais de 1.375 mudas de plantas nativas do cerrado já foram plantadas em alguns trechos que foram desocupadas.
Mas, de acordo com o secretário-adjunto, a revitalização dos espaços deve ser feita “aos poucos”. Pereira afirmou que é impossível qualquer governo desobstruir uma área e, imediatamente, implantar uma estrutura no lugar.
"As pessoas precisam saber viver em cidade e isso significa saber usar a área pública e cuidar do bem coletivo. Não é só cuidar da infraestrutura, mas também da água, por exemplo. A gente [o governo] preserva de duas maneiras: reinventando e implantando infraestrutura”, completou.

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