GDF amplia jornada de 31 servidores da Saúde para reforçar atendimento

governo do Distrito Federal anunciou, nesta segunda-feira (30), a ampliação de jornada de 31 servidores da Secretaria de Saúde. Segundo o Palácio do Buriti, eles ganharam o direito de trabalhar 40 horas semanais – o dobro da carga horária regulamentar, de 20 horas por semana. No anúncio, o governo não informou o custo mensal da medida.
A lista de servidores beneficiados inclui 9 clínicos médicos, 3 pediatras, 1 cirurgião-geral, 1 eletromiografista (profissional ligado à reabilitação muscular), 1 infectologista e 1 ortopedista.
Além desses 17 médicos, a carga de auxiliares de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas e nutricionistas também foi ampliada. De acordo com o Buriti, a concessão da carga de 40 horas representa "melhoria salarial para o servidor e ampliação do atendimento na rede pública".
Ao todo, segundo o governo, 561 servidores da Secretaria de Saúde devem ganhar a permissão para dobrar a escala de trabalho – não há prazo para a conclusão desse processo. Com a ampliação e as nomeações, o Buriti promete "reforçar" as tabelas da saúde em 1.476 profissionais.

Tema polêmico

Em 2015, no auge da crise financeira enfrentada pelo governo do DF, funcionários de nove especialidades da rede pública tiveram as jornadas reduzidas de 24 para 20 horas semanais – e continuaram recebendo o mesmo salário. Ao todo, 3.682 técnicos de nível médio foram beneficiados.
A lei foi proposta durante o governo Agnelo Queiroz, e aprovada pela Câmara Legislativa em 2013. Até 2014, esses servidores trabalhavam 30 horas por semana. Apesar da redução, a jornada pode ser cumprida em intervalos a critério do próprio profissional: quatro horas em cinco dias da semana, ou em hospitais e UPAs até 12 horas por dia.
Na época, a Secretaria de Saúde informou que precisaria pagar horas extras para manter os serviços em funcionamento, e que havia um déficit de 737 profissionais na rede pública por causa da redução. O custo para pagar essas horas adicionais, naquele momento, era estimado em R$ 3,5 milhões mensais.


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