Dois meses após rompimento de adutora na EPTG, Caesb não fez reparos nas casas atingidas

Moradores de chácaras do Setor Habitacional Vicente Pires, próximas à marginal da via EPTG, no Distrito Federal, ainda precisam lidar com os prejuízos causados pelo rompimento de uma adutora há dois meses. Na madrugada de 17 de agosto, a água que vazou do encanamento invadiu residências, destruiu muros e danificou móveis e equipamentos eletrodomésticos.
Os técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) repararam a tubulação um dia após o incidente. Até esta segunda-feira (16), no entanto, os moradores da região ainda aguardavam os consertos e as indenizações prometidas pela empresa.
Segundo a Defesa Civil, ao todo, 29 casas foram atingidas pela água. O órgão informou que houve afundamento de piso e rachaduras em três residências. Dono de uma das chácaras da região, Alessandro Martins disse que precisou “improvisar” para tampar os buracos do muro formados após o rompimento da adutora.
“Coloquei algumas telhas lá. Minha mulher pegou um móvel de madeira que ficou todo danificado para remendar a parede.”

 Martins afirma que a Caesb deixou alguns tijolos no local há 10 dias, mas não apresentou um cronograma para o início e o fim das obras. “O período da chuva vai começar. Liguei hoje na Caesb e um rapaz disse que até sexta-feira viria aqui. O problema é que estou esperando desde agosto”, comentou.

Em nota, a companhia informou que apenas dois moradores da região procuraram a Caesb. De acordo com a empresa, eles teriam apresentado os orçamentos para a abertura de processo somente na semana passada.
“Agora a Caesb está elaborando o Relatório Conclusivo, que deverá ficar pronto até o fim de semana, para depois fazer o repasse do dinheiro para os solicitantes. O conserto do muro estará incluso no processo”, indicou o texto enviado pela Caesb.
Questionada, a companhia não informou quando serão feitos o reparo do muro da chácara de Martins e o pagamento da indenização.
Ao  Martins enviou comprovantes mostrando que a família teria enviado a documentação exigida em 25 de setembro. “Fiz três orçamentos para cada móvel que foi danificado. Fogão e até o motor do tanque enferrujaram. Quero as minhas coisas do jeito que eram.”

A reportagem pediu à Caesb esclarecimentos sobre as contradições das datas informadas, mas não obteve resposta.


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