Chuvas voltam a cair no DF a partir deste fim de semana, diz Inmet

moradores do Distrito Federal vão poder respirar mais aliviados a partir deste fim de semana. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que chuvas isoladas voltem a cair na capital ainda nesta sexta-feira (20).
A partir de sábado (21), as nuvens aparecem com mais frequência, e as chuvas, com mais intensidade. Com a precipitação, as temperaturas devem ficar amenas, com a mínima prevista para 17ºC.
De acordo com a meteorologista do Inmet Maria das Dores de Azevedo, no sábado (21) e domingo (22) a umidade deve variar entre 70% e 20%. Na última semana, o DF chegou a entrar em estado de emergência em razão da baixa umidade.
De acordo com o instituto, nos vinte primeiros dias de outubro, choveu 10,5 milímetros. O número indica uma queda de 62%, na comparação com o mesmo período do ano passado. A média esperada para todo o mês de outubro é de 166,6 milímetros de chuva.

O drama do 'veranico'

Apesar da diferença entre os meses, os especialistas do Inmet dizem que o fenômeno é “normal” nesta época do ano, conhecida como “veranico”, quando começam as primeiras chuvas. Já a média pluviométrica é “apenas um parâmetro climatológico” utilizado pelo instituto há pelo menos 30 anos.
“A diferença não é grande. Ano passado também quase não choveu. É normal nesse período de estiagem.”
questionou aos meteorologistas o motivo da ausência de chuvas. A explicação, segundo Maria das Dores, são as frentes frias que não estão chegando à região. "O resultado é a predominância das massas de ar quente e seco".
“Estamos muito longe do litoral. Sem nuvens, há um acúmulo de sol e, como não tem umidade, não há água para evaporar e formar nuvens de chuva."

Crise hídrica

Com pouca quantidade de chuva sobre o DF, a Agência Reguladora de Águas do DF (Adasa) publicou uma portaria nesta sexta (20) em que autoriza a Caesb a fazer racionamento de até 48 horas. A medida tem caráter apenas de permissão, ficando a cargo da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) decidir se e quando põe em prática a restrição de água por mais um dia.
Já a companhia admitiu a possibilidade de manter o ritmo atual de abastecimento e racionamento, pelo menos, até que o reservatório do Descoberto chegue a 4%. Até agora, o "gatilho" para reduzir a captação de água na bacia era de 9% – mais que o dobro.
Às 13h30, a medição feita pela Adasa mostrava que a barragem do Descoberto operava com 10,2% da capacidade e o reservatório de Santa Maria com 24,9%.


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