Chuva causa apagão, inunda ruas e derruba placas em Taguatinga, no DF

Comemorado pelos moradores do Distrito Federal, o retorno da temporada de chuvas começou a gerar transtornos na tarde deste domingo (29). Em Taguatinga, o temporal inundou ruas na área central, derrubou placas, semáforos e a energia elétrica nas residências.
Na avenida Samdu Norte, a água acumulada alagou o asfalto e invadiu as calçadas. A chuva forte e o vento entortaram e derrubaram placas de publicidade e de sinalização, e pelo menos dois semáforos foram danificados. Em Vicente Pires, o temporal também alagou ruas e causou blecautes.
Segundo a CEB, a falta de energia nas regiões foi causada por um outdoor que caiu sobre a rede elétrica. Cerca de 25 mil imóveis ficaram sem luz entre 14h20 e 16h, quando o problema foi resolvido, de acordo com a companhia.
Do outro lado do DF, em Sobradinho, o vento e a chuva derrubaram uma árvore sobre um carro próximo ao Parque Jequitibá. Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. Em Taguatinga Norte, um muro caiu na QNG 27, também sem deixar vítimas.
No meio da tarde, a Defesa Civil do DF emitiu alerta para raios. "Evite ficar em piscinas. Não fique debaixo de árvores. Procure abrigos", diz o comunicado.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as pancadas de chuva e trovoadas isoladas devem se repetir na próxima semana, pelo menos até o Dia de Finados (2). A previsão é de tempo nublado e encoberto durante toda a semana, com temperatura mínima de 18 ºC e máxima de 27 ºC.
Apesar da mudança nos céus, a situação nos reservatórios de água que abastecem o DF ainda é crítica. Neste domingo (29), medição feita pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) indica que o reservatório do Descoberto tinha apenas 6,9% da capacidade preenchida.
O valor é 0,2 ponto percentual menor que a medição de sábado (28), quando o nível era de 7,1%. Na barragem de Santa Maria, nesse período, o volume útil passou de 23% para 22,9%.
A tendência, nos próximos dias, é que o ritmo de queda desses percentuais diminua. Segundo o governo, os números só devem voltar a subir em meados de novembro, se as chuvas previstas se confirmarem.


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