Bombeiros acham corpo de vítima em escombros de prédio que caiu no DF

Corpo de Bombeiros do Distrito Federal localizou na madrugada desta segunda-feira (23) o corpo do técnico em edificação Agmar Silva, que desapareceu após o desabamento de um prédio, em Vicente Pires, na última sexta-feira. Foram 61 horas de buscas.
Ele foi encontrado entre o térreo e o subsolo, a cerca de dois metros e meio de profundidade dos escombros. Cerca de 30 bombeiros se revezaram na operação para localizá-lo. Era um trabalho delicado por causa do risco de desabamento do prédio ao lado. O corpo foi retirado por volta das 7h20.
Antes do desmoronamento da estrutura, seis pessoas estiveram no local para avaliar as rachaduras que apareceram no edifício – entre elas, Agmar Silva.
Após o prédio ter desabado, o mestre de obras havia informado aos bombeiros que todas as seis pessoas tinham conseguido fugir. No entanto, desde o acidente, Silva não apareceu em casa. Cães farejadores da corporação encontraram sangue e fezes entre os escombros. A vítima tinha 55 anos.

Estava sob muitos escombros, muita laje pesada. Foi utilizado maquinário pesado pra retirar esses escombros. Agora estamos fazendo a parte mais que é leve, retirando os escombros menores", afirmou o coronel Leonardo Silva, dos bombeiros.
A retroescavadeira foi usada para escorar parte da estrutura que ficou de pé e corre o risco de desabar. Toda a área será interditada.
"A Defesa Civil fez um termo de notificação ao proprietário e vai manter o local isolado e interditado e acompanhar e exigir da empresa o escoramento do predio e as providencias de engenharia agora", declarou a major Solange Ribeiro. "Também vai ser enviada uma documentação para a Agefis. Os outros procedimentos serão com a Agefis e a Polícia Civil."

Entenda

O filho do técnico em edificação, Bruno Silva, contou à TV Globo que o pai recebeu um telefonema do proprietário da obra pedindo que ele fosse até o local para ver um problema.
“Na sexta-feira recebi o telefonema da Neide, companheira dele, dizendo que o pessoal, proprietário da obra, tinha ligado para ele vir aqui ver um problema, um problema estrutural. Minutos depois, ela me liga dizendo que o carro dele estava aqui na frente e não tinha encontrado meu pai”, disse Bruno Silva.
A perícia dos bombeiros vai indicar quais foram as causas do desabamento. De acordo com o subsecretário da Defesa Civil, Sérgio José Bezerra, “é comum uma sucessão de erros, principalmente em construções irregulares”

Irregularidades

A obra do prédio que fica em Vicente Pires, ao lado do Taguaparque, é irregular. Segundo a Agefis, o proprietário do edifício foi notificado cinco vezes e recebeu ainda uma ordem de demolição. No entanto, as obras continuaram.
"A Agefis informa que autuou o prédio desde dezembro de 2016. Na época, a obra estava no segundo pavimento. Após essa data, a agência retornou ao local cinco vezes. A obra está embargada, interditada, intimada a demolir e multada em mais de R$ 13 mil", informou a agência.
O caso está sendo investigado pela delegacia da região. Os responsáveis pela obra foram chamados para prestar depoimento. A Agefis não respondeu por que não tomou providências para que o prédio fosse de fato demolido.


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