Americana que incitou suicídio do namorado é condenada a 15 meses de prisão

mulher que encorajou seu namorado suicida a se matar com dezenas de mensagens de texto e disse a ele para “voltar lá” para uma camionete cheia de monóxido de carbono foi sentenciada nesta quinta (3) a 15 meses de prisão por homicídio involuntário.
Michelle Carter, agora com 20 anos, foi condenada em junho por um juiz que disse que suas instruções finais a Conrad Roy III causaram sua morte. Carter tinha 17 anos quando Roy, com 18, foi encontrado morto intoxicado por monóxido de carbono em julho de 2014.
O juiz da Corte Juvenil Lawrence Moniz deu a Carter uma sentença de dois anos e meio, mas disse que ela tinha que cumprir apenas 15 meses disso. Ele também a sentenciou a cinco anos de condicional. Ele concedeu uma moção de defesa que manteria Carter fora da prisão até que seus apelos às cortes de Massachusetts estivessem esgotados.
O advogado de Carter, Joseph Cataldo, pediu ao juiz que poupasse sua cliente da prisão e desse a ela cinco anos de condicional e exigisse que ela recebesse aconselhamento de saúde mental. Ele disse que Carter também estava lutando contra problemas de saúde mental – bulimia, anorexia e depressão – na época em que incitou Roy a se matar.
“A senhorita Carter terá que viver com as consequências disso pelo resto de sua vida”, disse Cataldo. “Esta foi uma circunstância horrível da qual ela se arrepende completamente”.
A procuradora Maryclare Flynn chamou a condicional de "punição simplesmente não suficiente" por seu papel na morte de Roy. A procuradoria buscava a pena máxima de 20 anos de prisão.
Em dezenas de mensagens de texto, Carter incitou Roy a prosseguir com seu plano de se matar. "A hora é essa e você está pronto... simplesmente faça, querido", escreveu Carter em uma mensagem no dia em que ele se matou.

O julgamento foi acompanhado de perto pelas mídias sociais, em parte pelo tom insistente das mensagens de texto de Carter.
"Você não pode pensar nisso. Você tem apenas que fazer. Você disse que iria gostar. Eu não entendo porque você não faz", ela escreveu em uma das mensagens.
Cataldo argumentou que Roy estava determinado a se matar e nada que Carter fizesse poderia mudar isso. Ele disse que Carter inicialmente tentou convencê-lo a mudar de ideia e a buscar ajuda profissional, mas eventualmente aderiu ao plano dele. Cataldo também afirmou que as palavras de Carter representam liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda.
Ao condenar Carter, o juiz focou sua sentença em Carter dizendo a Roy para "voltar lá" depois de ele sair de sua camionete enquanto o veículo estava sendo tomado pelo monóxido de carbono e ter dito a ela que estava com medo.
O juiz disse que essas palavras constituiam "condita despreocupada e imprudente" sob o estatuto de homicídio.
A família de Roy disse à corte na quinta que ficou devastada com sua morte.
Conrad Roy Jr. disse que ela inflingiu a "pior dor emocional" que ele já sentiu. "Estou de coração partido", disse o pai.
Uma irmã de 13 anos, Camden Roy, disse em seu testemunho que é "assombrada" pela ideia de que nunca verá seu irmão se casar ou será tia dos filhos dele.
Carter e Roy se conheceram na Flórida em 2012, quando ambos estavam de férias com suas famílias. Depois disso, só se encontraram pessoalmente poucas vezes. Seu relacionamento consistia principalmente na troca de mensagens de texto.
Carter foi julgada como uma deliquente juvenil, então o juiz tinha várias opções de sentença. ele poderia ter a encaminhado à uma unidade do Departamento de Serviços de Juventude até que ela completasse 21 anos, em 11 de agosto. Ele também poderia ter combinado isso a uma sentença máxima adulta, ou poderia ter dado a ela uma sentença adulta, variando de qualquer coisa entre condicional a 20 anos de prisão.


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